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10 - Ensino a Distância
Curso Básico de Meditação
R$ 85,00
R$ 85,00 - Curso Básico de Meditação:
Aqui temos uma das portas para se iniciar numa jornada de conquistas espirituais livres de dogmas que naturalmente acaba fazendo uso de princípios religiosos como ferramenta, devido a nossa limitação de entendimento, porém, deixando sempre claro que, uma vez alcançado o silêncio dos clamores interiores, a jornada será livre porque a verdade mora dentro de cada um.
Uma vez abraçado esse propósito, saiba que está diante de um caminho sem volta e que sempre poderá levar consigo sua divindade maior, segundo sua crença, pois, está arraigada e plantada nas suas entranhas como alicerce da eterna jornada, devendo sempre, ter como princípio nas suas atitudes a pureza de intenções.
A complementação do curso será gratuita através do Grupo Amigos do IMMB e darão continuidade as pessoas que demonstrarem ter conhecimento sobre o conteúdo básico e praticarem os exercícios recomendados com disciplina suficiente para alcançarem o entendimento necessário para o aprofundamento futuro.
Ao receber sua programação em CD, saiba que a simples intenção de repassar cópias pirateadas, já desclassifica o candidato aos exercícios, dando assim, prova de que ainda falta neste, uma preparação básica para iniciar esta promissora jornada que se alcança por méritos.
Abaixo segue na íntegra o texto do autor Daniel Ruffini, a quem devo reverências...
Abraços, paz e bênção
Egídio Garcia Coelho
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Progama:
01 - Meditação - Introdução.doc + Audio-mp3 [8:44m]
02 - O que é meditação?.doc+ Audio-mp3 [5:35m]
03 - Mente Ordinária..doc + Audio-mp3 [6:38m]
04 - Como iniciar práticas de meditação.doc + Audio-mp3 [11:56m]
05 - Mudando a forma de pensar.doc + Audio-mp3 [6:59m]
06 - A Preciosidade da Vida.doc + Audio-mp3 [12:44m]
07 - A Impermanência.doc + Audio-mp3 [14:53m]
08 - O Karma.doc + Audio-mp3 [13:34m]
09 - O Sofrimento.doc + Audio-mp3 [20:24m]
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Meditação - Introdução
Meu amigo Egídio pediu que eu escrevesse algumas linhas sobre meditação.
Ao refletir sobre o tema procurei conduzir meus pensamentos às questões mais básicas do comportamento humano. Todas as pessoas normalmente seguem o que alguns psicólogos chamam de “o princípio do prazer”.
Esse princípio está presente (muitas vezes oculto) em grande parte de nossas ações. Isto é, através dele somos levados a fazer algo somente quando visamos alguma espécie de benefício em troca. Então, antes de tudo, procurei questionar o motivo pelo qual uma pessoa seria levada a mover-se em direção ao objeto de seu desejo que, em nosso caso, é a meditação. Logo, pensei como qualquer iniciante: “por que eu deveria meditar?”.
Junto com essa pergunta básica, surgem outras tais como: “Qual será o benefício que a meditação me trará?”; “O que ganho com isso?”; “Afinal, o que é meditação?”; Etc.
Como podemos ver, as perguntas tocam o ponto fundamental que é a motivação para se fazer algo. Sem motivo, a ação não tem início. Sem motivo nada ou ninguém se move em direção a alguma coisa. Ou seja, sem um motivo suficientemente forte, a ação de mover-se não se concretiza.
Apesar dos questionamentos serem básicos, as respostas não o são. Algumas delas, inclusive, não podem ser completamente respondidas a não ser depois de um longo aprendizado que envolve toda uma revisão em nossos conceitos e formas de interagir com os seres que nos cercam.
Nesse texto tentarei aclarar um pouco a primeira pergunta (“por que devo meditar?”) e abrir espaço para aprofundar o entendimento dessa questão e de outras que virão.
Desde que o homem olhou para as estrelas pela primeira vez e se questionou sobre o motivo de sua existência, ele vem tentando encontrar respostas para entender as complexidades da existência e dos fenômenos que o cercam: morte, pobreza, riqueza, sofrimento, doença, amor, alegria, ódio, guerra, etc, etc, etc.
Ao longo da história humana existiram homens e mulheres que pelas suas ações, comportamento e, principalmente, pela capacidade de levar a outros seres alegria temporal e felicidade, foram chamados de mestres, santos, seres sagrados e outros nomes diferentes que variam de acordo com cada cultura em que viveram. Todos esses seres foram unânimes em afirmar que há um significado maior para a existência humana; que podemos transcender o sofrimento; e que é possível, em vida, adentrar a um estado de consciência de grande paz e felicidade, estado este com profundos reflexos nos processos pertinentes à morte e aos acontecimentos posteriores a ela.
Esses seres sagrados usaram obviamente formas diferentes de expressar tais idéias, isso porque cada cultura gera valores morais e ensinamentos espirituais com nomes distintos, porém em essência muito semelhantes. Na Grécia, por exemplo, era famosa a frase: “Homem conheça-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo”; O budistas até hoje afirmam que o homem é Buda por natureza, ainda que não saiba disso; Os evangelhos gnósticos dos primeiros séculos de nossa era sempre afirmavam que “O Reino de Deus não pode ser encontrado senão dentro do próprio homem”; por fim, é célebre a frase de Jesus: “Conheceis a Verdade e Ela vos libertará”.
Poderíamos juntar centenas de frases, talvez milhares, com o mesmo sentido. Todas elas ditas de inúmeras formas diferentes, e ainda por inúmeros seres sagrados, não importando a época em que viveram ou a cultura em que cresceram.
Cada cultura, em seu tempo, gerou um corpo de doutrina - um Caminho - por onde aqueles que tivessem profundo anelo em atingir os estados mais elevados de consciência pudessem seguir. Esses caminhos eram dotados de métodos e práticas especiais que deveriam ser aplicadas individualmente. Alguns desses caminhos, juntamente com seus métodos, com o passar dos anos acabaram por se fragmentar; outros não. Ao contrário. Alguns métodos foram tão bem aprofundados e conservados que foram perpetuados ao longo de milênios, através da comprovação prática por aqueles que tiveram disciplina e perseverança para o aplicarem em suas existências. Esse é o caso da meditação.
Ora, a meditação talvez seja o método mais antigo e comprovado para conduzir o homem a esses estados superiores de consciência, chamados de iluminação, auto-realização, liberação, etc.
Portanto, a resposta para a pergunta “por que devo meditar?” é: A meditação é a prática mais antiga e conhecida para desvelarmos nosso universo interior, cuja semelhança com o universo exterior em nada difere; a meditação é o caminho mais eficaz para conhecer a Verdade oculta dentro de nós mesmos; é o método perfeito para desvelarmos nossa verdadeira natureza (divina) búdhica.
A meditação, corretamente ensinada, dentro de um contexto amplo e profundo de ensinamentos morais e espirituais, tem sido responsável por gerar em incontáveis homens e mulheres profundas mudanças na forma de viver e se relacionar com o mundo. Os benefícios dessa prática são imensos. O maior deles certamente é conduzir o homem ao que se chama “liberação de todo sofrimento”. Mas há tantos benefícios que se torna impossível enumerá-los.
É um longo caminho, um tanto difícil, principalmente no início. Ainda assim não é impossível. Já foi dito que se aplicássemos no caminho espiritual metade da energia usada para conquistar os bens materiais que buscamos numa vida, isso já seria suficiente para nos conduzir à iluminação.
Daniel Ruffini
08/04/06
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